Comunicação oral
Fonte: Encontro Internacional de Música e Mídia, ___(edição)___, 2013
Bebida, canto e alma — os índios Ticuna e a imortalidade
Edson Tosta Matarezio Filho
Palavras-chave
Resumo
Minha comunicação se baseia em minha pesquisa de doutorado sobre os Ticuna – índios de língua isolada localizados na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru – o mais numeroso grupo indígena do Brasil. Entre estes índios, a moça que menstruou pela primeira vez fica reclusa até que seja aprontada sua festa de iniciação, a chamada Festa da Moça Nova. A menina ficará reclusa em um quarto feito de talos de palmeira buriti, anexo à casa de festas. Atrás deste local de reclusão, no recinto dos trompetes, ficam os instrumentos sagrados, que tocarão durante o ritual, aconselhando a “moça nova”. Ao longo de minha comunicação pretendo apresentar o principal motivo para os Ticuna fazerem a Festa da Moça Nova: alcançar a imortalidade. Durante estes rituais, espera-se que os imortais/encantados (üünne) visitem a festa para levar as pessoas que estão celebrando este rito de passagem feminino. Segundo um de meus informantes, “quando todo mundo está de porre a casa sobe [para a terra dos imortais]. Antigamente, aparecia um imortal para muitas moças e levava elas. Os encantados levavam todo mundo que estava na festa com ela”.
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