Comunicação oral
Fonte: Simpósio Internacional de Cognição de Artes Musicais, ___(edição)___, 2013
Aspectos sinestésicos da taxonomia do timbre musical
José Fornari
Palavras-chave
Resumo
Pode-se dizer que o timbre musical é conhecido pela inefabilidade de sua classificação. No entanto, a percepção auditiva é capaz de analisá-lo e a cognição humana consegue facilmente identificar, reconhecer e relembrar uma infinidade de timbres distintos, desde os da voz humana, até os timbres dos instrumentos musicais. Porém, sua taxonomia normalmente esvaece frente às tentativas de catalogar seus aspectos estruturais independentes. Para isso, valem-se os músicos e os sonoplastas de uma classificação baseada em predicados emprestados de outros sentidos humanos, como a visão e o tato. Desse modo, estes indivíduos classificam os timbres através de aspectos cujos atributos não advêm do sentido da audição, mas que apresentam propriedades sinestésicas. Este trabalho pretende investigar alguns desses aspectos do timbre que são comumente utilizados no meio musical, e que advêm primordialmente das sensações visuais e tácteis. Estes foram aqui chamados de aspectos sinestésicos do timbre musical. Foram realizados três experimentos de classificação de aspectos sinestésicos do timbre. É aqui descrito o último desses experimentos, que envolveu a participação de 40 voluntários que classificaram 16 amostras sonoras de instrumentos musicais em cinco aspectos sinestésicos distintos. Os resultados alcançados são aqui apresentados, explicados e discutidos.
Synaesthetic Aspects of Musical Timbre Taxonomy
It's arguable to say that timbre is also know for its ineffable classification. Nevertheless, auditory perception is capable of analyze it and human cognition can effortlessly identify, recognize and remember a myriad of distinctive timbres, since from the human voice till the ones of musical instruments. However, this taxonomy usually evanesces when trying to conceive their independent aspects. For that, musicians and sound designers borrow a classification from other human senses, such as vision and touch. This way they classify timbre aspects with features that do not belong to the auditory experience. This work aims to study some of these aspects commonly used in music business, the ones who are mostly associated with visual and tactile sensations. They are here called synaesthetic aspects. This work presents 3 experiments on the classification of synaesthetic aspects of musical timbre. It is described here the last and broader one, involving the participation of 40 volunteers that listened to 16 sound samples and classified them in terms of 5 synaesthetic aspects. The results are here presented, explained and discussed.
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