Artigo em periódico
Fonte: Revista Brasileira de Musicoterapia, ___(edição)___, 2021
A musicoterapia no Brasil
Lia Rejane Mendes Barcellos, Marco Antonio Carvalho Santos
Palavras-chave
Resumo
“Music Therapy: International Perspectives”, livro organizado por Cheryl Dileo Maranto, então professora e coordenadora do curso de Musicoterapia da Temple University (USA), foi publicado em 1993.Visando produzir uma visão de conjunto da situação mundial da carreira de musicoterapeuta, a obra foi dividida em três partes: a primeira traz informações sobre os 36 países que responderam ao convite para participar do livro; a segunda aborda a Federação Mundial de Musicoterapia (World Federation of Music Therapy) e outras iniciativas internacionais; e a terceira intitula-se Perspectivas Globais. Maranto enviou aos convidados um convite a escrever sobre os seus países e um conjunto de categorias que deveriam estruturar os seus respectivos capítulos: 1) Definições; 2) Perspectivas históricas (pessoas significativas no campo, associações, publicações, conferências, cursos de formação, padrões profissionais, mercado de trabalho); 3) Perspectivas teóricas; 4) Influências culturais; 5) Áreas da prática; 6) Pesquisa; 7) Tendências futuras.
O texto que se segue é o capítulo 5 do livro, intitulado “Musicoterapia no Brasil”, escrito por Lia Rejane Mendes Barcellos e Marco Antonio Carvalho Santos. A musicoterapia brasileira apresentava, quase trinta anos atrás, um quadro bem diferente do atual – assim como as condições para a realização de um levantamento de dados com essa extensão eram bem diversas. Em primeiro lugar, ainda não existia uma entidade nacional, já que a União Brasileira das Associações de Musicoterapia (UBAM) só veio a ser criada em 1996 e a formação se limitava a cursos de graduação em três estados brasileiros e duas pós-graduações (lato sensu).
A produção do capítulo iniciou-se com a solicitação às associações e cursos, de dados sobre as categorias indicadas pela organizadora do livro. Cabe registrar aqui que sem a colaboração dos cursos e associações de musicoterapia este texto teria sido uma tarefa impossível de se realizar. Não conseguiríamos listar todos os que contribuíram para a construção desse quadro da musicoterapiaem nosso país, sem correr o risco de, mesmo elencando muitos nomes, deixar de mencionar contribuições fundamentais. Queremos destacar que, o texto a seguir é um quadro da musicoterapia produzido por dezenas de mãos e que, acreditamos, pode ajudar a situaro nascimento e desenvolvimento da carreira em nosso país.
Quando fomos convidados a publicá-lo na Revista Brasileira de Musicoterapia (RBMT), ficamos contentes com a oportunidade, pensando que fazê-lo daria acesso a um escrito que nunca foi traduzido para o português e, portanto, difícil de encontrar, mesmo que apenas para consulta. Por outro lado, a sua publicação colocava uma série de questões. Em primeiro lugar, muitos termos correntes na ocasião da primeira publicação, já não são empregados, tais como: meninos de rua, hoje meninos em situação de rua; cegos e surdos, hoje deficientes visuais e auditivos; e “deficientes intelectuais” ao invés de deficientes mentais; –, o que poderia causar certa estranheza aos leitores. Tentar atualizar terminologias implicaria em produzir um novo texto, sacrificando o seu caráter de documento datado. Por outro lado, sendo publicado pela RBMT, o mesmo terá nova data de publicação, muito distante da original. Com isso, poder-se-á correr o risco de ter trechos citados comose tivessem sido escritos hoje. Diante disso, seria conveniente que, aos que forem citá-lo, indiquem não só a data de publicação atual, como a original.
Esperamos que esta publicação estimule as associações e cursos de musicoterapia a atualizarem e aprofundarem o quadro aqui apresentado. Passados quase trinta anos desde que o texto foi escrito, o cenário da musicoterapia brasileira se apresenta profundamente modificado. Foram muitas as conquistas a serem registradas. Entre elas, podemos citar, sem pretender esgotá-las: a criação de novos cursos (inclusive em instituições federais de ensino); criação de novas associações; multiplicação do número de profissionais formados; existência da União Brasileira das Associações de Musicoterapia; promoção de eventos científicos nacionais e nos diversos Estados; e o nascimento da Revista Brasileira de Musicoterapia, que hoje se consolidou, desde sua criação em 1995. A Musicoterapia no Brasil continua empenhada na regulamentação da profissão e, por certo, no enfrentamentode novos desafios colocados pelo próprio crescimento da categoria e de sua inserção no complexo contexto da saúde no Brasil. Uma análise atualizada dessa trajetória contribuirá para novos avanços, na medida em que estimula a reflexão e fortalece a consciência coletiva da categoria, sobre o processo histórico da sua atuação no país.
Music Therapy in Brazil
"Music Therapy: International Perspectives", a book organized by Cheryl Dileo Maranto, then professor and coordinator of Music Therapy at Temple University (USA), was published in 1993. Aiming to produce an overview of the world situation of the career, the work was divided into three parts: the first part brings information about the 36 countries that responded to the invitation to participate in the book; the second part discusses the World Federation of Music Therapy and other international initiatives;and the third part is entitled Global Perspectives. Maranto sent the guests an invitation to write about their countries a set of categories that should structure their respective chapters: 1) Definitions; 2) Historical perspectives (significant people inthe field, associations, publications, conferences, training courses, professional standards, labor market); 3) Theoretical perspectives; 4) Cultural influences; 5) Areas of practice; 6) Research; 7) Future trends.
The text that follows is chapter 5 of the book, titled "Music Therapy in Brazil", written by Lia Rejane Mendes Barcellos and Marco Antonio Carvalho Santos. Music therapy in Brazil presented, almost thirty years ago, a very different picture from the one we see today, and the conditions for conducting a survey of data of this scope were quite diverse. In the first place, there was not yet a national entity, since the Brazilian Union of Music Therapy Associations (UBAM) was only created in 1996, and education was limited to graduate courses in three Brazilian states and two post-graduate courses (lato sensu).
The production of the chapter began with a request to the associations and courses for data on the categories indicated by the organizer of the book. It is important to register here that without the collaboration of the music therapy courses and associations this text would have been an impossible task. We would not have been able to list all those who contributed to the construction of this framework for music therapy in our country without running the risk, even listing many names, of failing to mention fundamental contributions. We would like to emphasize that the following text is a picture of music therapy produced by dozens of hands, and that, we believe, can help situate the birth and development of the career in our country.
When we were invited to publish it in the Revista Brasileira de Musicoterapia (RBMT) we were happy with the opportunity, thinking that doing so, would give access to a text that has never been translated, and therefore difficult to find, even if only for consultation. On the other hand, its publication posed a number of questions. In the first place, many terms current at the time -such as street children – today street children –, blind and deaf–today visually and hearing impaired–, and "intellectually disabled"–instead of mentally disabled; this terms are no longer used, which may cause some strangeness to readers. Trying to update terminology, would imply producing a new text, sacrificing its character as a dated document. On the other hand, if published by the RBMT, it will have a new publication date, far removed from the original. With this, it may run the risk of having passages quoted as if it had been written today. Therefore, it would be convenient that whoever is going to quote it, indicates not only the current publication date, but also the original one.
We hope that this publication will stimulate music therapy associations and courses to update and deepen the picture presented here. After almost thirty years since the text was written, the scenario for Brazilian music therapy has changed profoundly. There have been many achievements to be registered. Among them we can mention, without claiming to exhaust them: the creation of new courses (including in federal teaching institutions); of new associations; the multiplication in the number of trained professionals; the existence of the Brazilian Union of Music Therapy Associations, national and state scientific events; and the Brazilian Journal of Music Therapy, which has been consolidated since its creation in 1995. Music therapy in Brazil is still engaged in the regulation of the profession, and certainly in facing new challenges posed by the growth of the category itself, and of its insertion in the complex context of health in Brazil. An updated analysis of this trajectory will contribute to new advances, as it stimulates reflection and strengthens the collective consciousness of the category about the historical process of its performance in the country.
La Musicoterapia en Brasil
"Music Therapy: International Perspectives", un libro organizado por Cheryl Dileo Maranto, entonces profesora y coordinadora de Musicoterapia en la Universidad de Temple (EE.UU.), fue publicado en 1993. Con el objetivo de elaborar una panorámica de la situación mundial de la carrera, la obra se ha dividido en tres partes: la primera ofrece información sobre los 36 países que respondieron a la invitación a participar en el libro, la segunda trata de la Federación Mundial de Musicoterapia y otras iniciativas internacionales, y la tercera se titula Perspectivas globales. Maranto envió a los invitados a escribir sobre sus países un conjunto de categorías que debían estructurar sus respectivos capítulos: 1) Definiciones; 2) Perspectivas históricas (personas significativas en el campo, asociaciones, publicaciones, conferencias, cursos de formación, normas profesionales, mercado laboral); 3) Perspectivas teóricas; 4) Influencias culturales; 5) Áreas de práctica; 6) Investigación; 7) Tendencias futuras.
El texto que sigue es el capítulo 5 del libro titulado "Musicoterapia en Brasil", escrito por Lia Rejane Mendes Barcellos y Marco Antonio Carvalho Santos. La musicoterapia en Brasil presentaba, hace casi treinta años, un panorama muy diferente al actual, y las condiciones para la realización de un estudio de datos con esta extensión eran muy distintas. Enprimer lugar, todavía no existía una entidad nacional, ya que la Unión Brasileña de Asociaciones de Musicoterapia (UBAM) sólo se creó en 1996 y la formación se limitaba a los cursos de graduación en tres estados brasileños y a dos cursos de posgrado (lato sensu).
La elaboración del capítulo comenzó con la petición a las asociaciones y cursos de datos sobre las categorías indicadas por el organizador del libro. Cabe destacar aquí que sin la colaboración de los cursos y asociaciones de musicoterapia, este texto habría sido una tarea imposible de realizar. No habríamos podido enumerar a todos los que contribuyeron a la construcción de este marco de musicoterapia en nuestro país sin correr el riesgo, aun enumerando muchos nombres, de dejar de mencionar aportaciones fundamentales. Queremos destacar que el siguiente texto es una imagen de la musicoterapia elaborada por decenas de manos y que, creemos, puede ayudar a situar el nacimiento y desarrollo de la carrera en nuestro país.
Cuando se nos invitó a publicarlo en la Revista Brasileira de Musicoterapia (RBMT) nos alegramos de la oportunidad, pensando que al hacerlo tendríamos acceso a un texto que nunca ha sido traducido y, por tanto, difícil de encontrar, aunque sólo sea para su consulta. Por otro lado, su publicación planteó una serie de preguntas. En primer lugar, muchos términos vigentes en la época - como niños de la calle, hoy niños de la calle, ciegos y sordos, hoy deficientes visuales y auditivos, y "discapacitados intelectuales" en lugar de discapacitados mentales-ya no se utilizan, lo que puede causar cierta extrañeza a los lectores. Tratar de actualizar la terminología implicaría producir un nuevo texto, sacrificando su carácter de documento fechado. Por otro lado, al ser publicado por el RBMT, tendrá una nueva fecha de publicación, muy alejada del original. Con ello, podría correr el riesgo de que se citen pasajes como si se hubiera escrito hoy. Por lo tanto, sería conveniente que quien vaya a citarlo, indique no sólo la fecha actual de publicación sino también el original.
Esperamos que esta publicación estimule a las asociaciones y cursos de musicoterapia a actualizar y profundizar el panorama aquí presentado. Después de casi treinta años desde que se escribió el texto, el escenario de la musicoterapia brasileña ha sufrido profundos cambios. Han sido muchas las conquistas que se han registrado. Entre ellas podemos mencionar, sin pretender agotarlas, la creación de nuevos cursos (incluso en instituciones federales de enseñanza), de nuevas asociaciones, la multiplicación del número de profesionales formados, la existencia de la Unión Brasileña de Asociaciones de Musicoterapia, los eventos científicos nacionales y estatales y la Revista Brasileña de Musicoterapia que se ha consolidado desde su creación en 1995. La musicoterapia en Brasil sigue empeñada en la regulación de la profesión y, por supuesto, en enfrentar los nuevos desafíos que plantea el crecimiento de la propia categoría y su inserción en el complejo contexto de la salud en Brasil. Un análisis actualizado de esta trayectoria contribuirá a nuevos avances, ya que estimula la reflexión y fortalece la conciencia colectiva de la categoría sobre el proceso histórico de su actuación en el país.
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