Dissertação de Mestrado
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Música (UNIRIO), ___(edição)___, 2001
A importância da improvisação na forma musical do intérprete
Claudio Peter Daulsberg
Palavras-chave
- [Referência sem palavras-chave]
Resumo
A presente Dissertação discute a importância do resgate da prática improvisatória na formação musical do intérprete, procurando desmistificá-la enquanto talento nato. Para tanto, recorremos a abordagens histórica, filosófica, etnomusicológica e psicológica, tendo como referenciais conceituais autores como Ferand, Jankélévitch, Nettl, Berliner e Pressing. Esta Dissertação está estruturada em três capítulos e baseada em pesquisa bibliográfica e entrevistas com especialistas em suas áreas, considerados relevantes para este trabalho, como Marlos Nobre, Maurício Carrilho, Marcelo Fagerlande, Mário Sève, Rodolfo Caesar e Alexandre Rachid. No primeiro capítulo desta Dissertação, verificamos os elementos improvisativos na música, presentes historicamente, desde o período cristão, com os cantos gregorianos, até o século XX, com as músicas de concerto e popular, observando semelhanças em cortes sincrônicos entre os diversos elementos improvisativos dos diferentes períodos históricos. No segundo capítulo, apresentamos um mapeamento com diferentes conceituações sobre a improvisação, sua evolução e relação com a composição, criando analogias e examinando suas problemáticas. No terceiro capítulo, examinamos os processos que envolvem a prática de tornar “espontâneo” e “natural” a execução de um material musical, ou seja, procura-se investigar se esses processos resultam unicamente de uma habilidade inata. Na conclusão, apresentamos aspectos relativos à desmistificação da improvisação enquanto talento nato e sua importância na formação musical do intérprete, procurando elucidar questões “nebulosas” que cercam as práticas improvisatórias, bem como levantando considerações sobre causas e conseqüências da separação do intérprete-compositor.
The present Dissertation discusses the importance of the improvisational practice redemption in the interpreter background, trying to demystify it while innate talent. To do that, we made use of historical, philosophical, ethno-musicological and psychological approaches, based on conceptual references of authors such as Ferand, Jankélévitch, Nettl and Pressing. The following Dissertation consists of three chapters, based on bibliography research and interviews with experts in their respective areas considered pertinent to this work, such as Marlos Nobre, Maurício Carrilho, Marcelo Fagerlande, Mario Sève, Rodolfo Caesar and Alexandre Rachid. In the first chapter, we have the improvisational elements in music, which have been historically present since the Christian Period, throughout the Gregorian chants, until the 20th Century, throughout concert music and popular music, and we observe the contemporary similarities among many principles in different historical periods. In the second chapter, we make an analysis of the different appraisals about the improvisation, its evolution and its relation with the composition, producing analogies and examining their problematic points. In the third chapter, we focus on the processes related to the practice of making the performance of a musical theme spontaneous and natural, in other words, we aim to investigate whether these processes result only from an inherent skill. In the conclusion, we present the aspects related to the demystification of improvisation while innate talent and its importance in the musical background of the interpreter, seeking to clarify obscure questions that surround the improvisational practices, as well as taking into consideration some causes and consequences of the separation interpreter/composer.
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