Artigo em periódico

Fonte: Musica Theorica, ___(edição)___, 2017

A Polaridade como Referência na Concepção Intervalar de Almeida Prado na Sonata No 3 para Piano

Edson Hansen Sant'Ana

Resumo

Este texto apresenta um estudo teórico-histórico da ideia de polaridade, levando em conta também os já pensados e discutidos conceitos controvertidos de consonâncias e dissonâncias, no entanto, sem descartá-los, busca desenvolver as tangências conceituais entre teorias aparentemente díspares (ex.: polaridade de Costère e interval class de Forte). Poder-se-á verificar que os teóricos abordados podem oferecer indicativos dessa tangência ao tratar da polaridade, principalmente da maneira como a resolutividade polar (cardinalidade) intervalar pode e tem sido resolvida na música do século XX. Paralelamente, quanto ao fenômeno de valorização da ‘dissonância dura’, especificamente a partir de estudos anteriores de outras obras de Almeida Prado, construo uma abordagem analítica intervalar que realça o termo ‘expressividade intervalar’, cunhado pelo próprio compositor. Este conceito alcança, todavia, uma superação terminológica em direção ao que tenho chamado de ‘intervalo característico’ - a tradução do fenômeno de recorrência intervalo-estrutural contrastante, de intervalos com maior potencial de dissonância aos intervalos iniciais da série harmônica. Tal organização tem ampla ocorrência nas composições pós-ruptura de Almeida Prado. Como estudo de caso, tomo a Sonata Nº 3 para piano, para exemplificar a construção intervalar que é recorrente em obras que pertençam às fases Pós-Tonal, Síntese e Pós-Moderna de Almeida Prado.

The Polarity as Reference in the Interval Conception of Almeida Prado’s Third Piano Sonata

This text presents a theoretical-historical study of the idea of polarity, taking into account also the already thought and discussed controversial concepts of consonances and dissonances, nevertheless, without discarding them, it tries to develop the conceptual tangencies between apparently disparate theories (ex.: polarity of Costère and Forte’s interval class). It can be seen that the theorists that I quote can offer indicatives of this tangency when dealing with polarity, especially in the way that polar interval cardinality can and has been solved in twentieth-century music. At the same time, in relation to the phenomenon of valorization of ‘hard dissonance’, specifically from previous studies of other works by Almeida Prado, I construct an interval analytic approach that emphasizes the term ‘intervallic expressivity’, coined by the composer himself. This concept achieves, however, a terminological breakthrough towards what I have called the ‘characteristic interval’ - the translation of the phenomenon of contrasting interval-structural recurrence, from intervals with greater dissonance potential to the initial intervals of the harmonic series. Such organization has large occurrence in the post-rupture compositions of Almeida Prado. As a study case, I analyze the Third Piano Sonata, to exemplify the interval construction that is recurrent in works that belong to the Post-Tonal, Synthesis and Post-Modern phases of Almeida Prado.

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