Artigo em periódico
Fonte: Revista da Tulha, ___(edição)___, 2021
“O que as mãos não ousam tocar”: revisão crítica das “premissas musicais” do livro Feitiço Decente de Carlos Sandroni
Ricardo Augusto de Lima Brandão
Palavras-chave
Resumo
Este trabalho propõe uma análise crítica de conceitos e ideias presente no livro de Carlos Sandroni: Feitiço Decente de 2001, sobretudo do capítulo intitulado premissas musicais. A partir de uma postura política procura-se aprofundar a discussão sobre certos equívocos metodológicos na forma como o autor utiliza conceitos musicais, especialmente rítmicos, presentes na música popular brasileira e de matriz africana: como a síncope, as claves e linhas guias, e as métricas aditivas e divisivas. Através da revisão de certa bibliografia, é possível observar autores que se aproximam das visões de Sandroni sobre o tema, e deixam transparecer o caráter ideológico por trás de tal postura analitica: como a supervalorização da percepção individual; do apelo às diferenças e à alteridade; e a recusa em usar o ferramental analitico tradicional nas pesquisas sobre a música popular e de matriz africana. O que se pretende demonstrar é como algumas premissas ideológicas de uma certa musicologia “nova” podem turvar e limitar a visão sobre expressões musicais não hegemônicas.
What the hands don't dare to touch: critical review of the ‘musical premises’ from the book ‘Feitiço Decente’ by Carlos Sandroni
This article proposes a critical analysis of some concepts and ideas presented by Carlos Sandroni in his book: Feitiço Decente (2001), mainly in the chapter: musical premises. From a polemic posture it is intended to deepen in the discussion about some musicological misunderstandings in the conceptualisation and observations of musical elements, in especial the rhythmic aspects, used in brazilian and african popular music: such as syncopation, claves and timelines, and additive and divisive metrics, brought by the author. Through a chosen bibliography, it is possible to observe that some authors, which have similar views about this subject as Sandroni, let it show the ideological premises in their analytical posture, such as: overvaluation of individual perception; appeal to difference and alterity; and the refusal to use traditional analytic tools in their research about popular music. The intention of this work is to demonstrate how some ideological premises of certain new musicology can blur the vision of some non hegemonic music expressions.
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