Dissertação de Mestrado
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Música (UNIRIO), ___(edição)___, 2007
“Nas fronteiras da tonalidade”: tradição e inovação na forma da Primeira Sinfonia de Câmara, op.9, de Arnold Schoenberg
Carlos de Lemos Almada
Palavras-chave
Resumo
Esta dissertação examina detalhadamente a Primeira Sinfonia de Câmara, op.9, composta por Arnold Schoenberg (1874-1951) em 1906. A obra possui, além de seu grande valor intrínseco, uma significativa importância histórica dentro do segmento final do período tonal schoenberguiano (entre 1899 e 1908), na iminência da mudança para sua fase atonal. A Sinfonia de Câmara apresenta-se como um formidável campo de provas, em larga escala, de diversos aspectos inovadores que, introduzidos por Schoenberg em algumas de suas composições anteriores, como num período preparatório, passam a ter no op.9 uma inédita significação estrutural, em certos casos antecipando procedimentos da escrita atonal e serial. Ao mesmo tempo, observa-se na obra a presença de sólidos alicerces calcados numa infraestrutura tonalmente tradicional. Este estudo consiste na análise minuciosa da obra, sob o ponto de vista da forma, de modo a evidenciar tanto seus principais elementos inovadores (e suas funcionalidades no organismo da obra), quanto as raízes da tradição clássica vienense sobre as quais se embasam. A principal questão examinada neste trabalho refere-se ao fato de que a Sinfonia, considerados a magnitude e o ineditismo dos procedimentos nela aplicados (revelados no processo de análise), pode ser considerada um decisivo ponto-chave no esgotamento dos recursos tonais. A ausência de estudos mais aprofundados sob tal perspectiva justifica a presente abordagem. Como referencial teórico para esta pesquisa, são adotados os escritos do próprio Schoenberg, dos quais também são extraídas as ferramentas metodológicas empregadas no processo analítico. A estas também aliam-se novas metodologias, criadas para necessidades específicas surgidas durante a análise formal da obra.
The goal of this study was a detailed analysis of the First Chamber Symphony op.9, composed by Arnold Schoenberg (1874-1951) in 1906. This work has, in addition to its great intrinsic value, significant historic importance considering the final segment of Schoenberg's tonal period (1899-1908), on the verge of the transition to his atonal phase. The Chamber Symphony may been seen as a large-scale experiment of several innovative aspects. Some of these aspects, introduced by Schoenberg in some of his previous works (as a preparatory period), acquired in op. 9 a novel structural significance, anticipating in some instances procedures of atonal and serial writing. At the same time, one can observe in that work the presence of solid roots inserted in a traditional tonal base. In the present study, the Chamber Symphony is analyzed from the formal point of view, in order to reveal not only its innovative elements (and their functions in the work as a whole) but also its links to the Viennese classical tradition, on which it is based. The main point examined in this study is that the Symphony, as far as its magnitude and novelty value (revealed by the analysis procedures) are taken into account, may be considered as a decisive turning-point due to the depletion of tonal resources. The absence of detailed studies under such a perspective was a strong motivation for the present approach. As theoretical references for this study, we have taken Schoenberg´s own writings, which also provided methodological tools used in the analytical process, in addition to other tools created for specific needs during the formal analysis.
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