Dissertação de Mestrado
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Música (Udesc), ___(edição)___, 2017
“Adagio e Presto da Sonata BWV 1001 de J. S. Bach: uma abordagem interpretativa fundamentada em fontes históricas”
Ricardo Müller
Palavras-chave
Resumo
Esta pesquisa tem como objetivo principal aplicar orientações técnico-interpretativas de Leopold Mozart (1719-1787), referentes à ornamentação e à articulação e disponíveis em seu Violinschule (1756), na construção de interpretações específicas para o Adagio e o Presto da Sonata para violino solo em sol menor BWV 1001 (1720), de Johann Sebastian Bach (1685-1750), no violino e arco modernos. Referencio, na introdução do trabalho, as duas obras e seus respectivos autores. No cerne da pesquisa teço, no início de cada capítulo, comentários gerais em relação à constituição de cada um dos movimentos selecionados para, logo após, aprofundar-me nos elementos específicos a serem trabalhados neles. No Adagio, o enfoque é sobre as ornamentações, sobretudo trinados e tirate; no Presto, a interpretação é formulada considerando as orientações a respeito da articulação. Utilizo outros tratados do séc. XVIII, como o The art of playing on the violin (1751), de Francesco Geminiani (1687-1762), para contrapor, completar ou mesmo discordar das afirmações e recomendações técnicas de L. Mozart. Embora pertençam a momentos estilísticos diferentes, o empenho de justapor a Sonata BWV 1001 de Bach ao Violinschule de L. Mozart, justifica-se por serem ambas as obras referências no âmbito da interpretação historicamente orientada do repertório violinístico, e pela variedade que os resultados desta aplicação proporcionam às interpretações já existentes.
Ce travail a le but principal de faire appliquer sur le violon et l’arc modernes les orientations techniques et interprétatives de Leopold Mozart (1719-1787) qui figurent dans son oeuvre intitulée Violinschule (1756). Ces orientations concernent l’ornementation et l’articulation dans des constructions spécifiques en Adagio et Presto pour violon seul en Sol mineur BWV 1001 (1720) de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Dans l’avant-propos de ce travail, je fais référence à ces deux oeuvres et leurs respectifs auteurs. Au début de chaque chapitre, je fais des commentaires généraux sur la constitution de chaque mouvement sélectionné pour après examiner ses éléments spécifiques travaillés. Dans Adagio, je mets l’accent sur les ornementations, surtout les trilles et les tirate; dans Presto, l’interprétation est formulée à partir des orientations concernant l’articulation. Je me suis aussi basé sur d’autres traités du XVIIIe siècle, tel que The art of playing on the violin (1751), de Francesco Geminiani (1687-1762), avec l’intention de confronter, complémenter ou même diverger les affirmations et les recommandations techniques de L. Mozart. Bien que ces oeuvres appartiennent à des moments stylistiques différents, l’effort de juxtaposer la Sonate BWV 1001 de Bach au Violinschule de L. Mozart se justifie par le fait qu’elles sont des oeuvres de référence dans le cadre de l’interprétation historiquement orientée du répertoire violonistique et aussi par la variété d’interprétation que les résultats de cette application apportent à des interprétations déjà existantes.
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