Artigo em periódico

Fonte: Revista Brasileira de Música, ___(edição)___, 2015

“Ad dissonantiam per consonantiam”: the scope and limits of Darius Milhaud´s system of “Polytonalité harmonique”: the immanent and poietic levels (Part 1)

Manoel Aranha Corrêa do Lago

Resumo

A frequent feature in early twentieth-century music, which gained enormous impulse from Stravinsky´s introduction of complex polyharmonies in the Rite of Spring, has been the utilization of “dissonant” harmonic aggregates, presenting the peculiarity of being decomposable into traditional consonant units, such as perfect triads and “dominant 7th” chords. In a 1923 text, Darius Milhaud attempted to provide both a rationale and a taxonomy for these “new chords” through a system of “harmonic polytonality”. It will be argued along this paper that Milhaud´s approach would be particularly enriched if seen, on the one hand, as a method for generating a particular “family” of unordered pitch-class sets, which are found not only in Stravinsky´s fase russe works but also among as different composers as Ravel, Ives, Villa-Lobos Britten or Messiaen; and, on the other hand, in the perspective of Molino & Nattiez´s tripartition theory. The first part of this article discusses the “immanent” and “poietic” levels.

A partir da Sagração da Primavera de Igor Stravinsky, tornou-se frequente na música do início do século XX a utilização de poliharmonias complexas que, apesar de seu efeito dissonante, apresentam a peculiaridade de serem redutíveis à superposição de acordes consonantes tradicionais, como tríades e “acordes de 7ª de dominante”. Em artigo datado de 1923, Darius Milhaud tentou fornecer uma rationale e uma taxonomia para esses “novos acordes” por um sistema de “politonalidade harmônica”. Será argumentado, ao longo deste estudo, que a abordagem de Milhaud poderia ser significativamente enriquecida, por um lado, se entendida como um método com capacidade de gerar “séries não ordenadas” (unordered pitch-class sets) com características muito específicas e que são encontradas com frequência em obras da “fase russa” de Stravinsky, assim como nas de compositores tão diversos quanto Ravel, Ives, Villa-Lobos, Britten ou Messiaen; e por outro, se colocada na perspectiva da teoria da “tripartição” de Molino & Nattiez. A primeira parte deste artigo discute os níveis “imanente” e “poiético”.

Seguir para site externo

Seu navegador será reencaminhado para a fonte do documento, porque o Amplificar não mantem cópias das referências. Caso o texto não seja carregado, por favor me notifique que ele está fora do ar e consulte sua disponibilidade no site oficial da fonte.